5 de dez de 2018

Triatleta morta após ser atingida por bote salva-vidas em Tocantins é enterrada no DF

Ludimila Barbosa morreu 2 dias depois de acidente no lago de Palmas. 'Era ótima mãe, ótima filha', diz sogra.

Velório da triatleta Ludimila Barbosa no Campo da Esperança, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Parentes e amigos se despediram na manhã desta quarta-feira (5) da triatleta brasiliense Ludimila Barbosa, de 40 anos. O enterro ocorreu por volta das 11h30, no Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul, em Brasília.

A atleta morreu no início da manhã de terça-feira (4), dois dias depois de ser atingida pela hélice de um bote salva-vidas do Corpo de Bombeiros de Tocantins, durante uma competição no lago de Palmas. Ludimila ficou internada, em estado grave, na UTI do Hospital Geral de Palmas.

Durante o velório, o marido de Ludimila levou a filha mais nova do casal, de 5 anos, até o caixão para que ela se despedisse da mãe. No percurso, o pai explicou para a criança que a mãe "já estava no céu".

Por volta das 11h15, a família e os amigos encerraram o velório com uma missa e seguiram o cortejo para o enterro.

Emocionada, a sogra da triatleta, Eli Durães, disse que, mesmo com a partida da nora, está grata a Deus por quem Ludimila foi.

"Eu estou conformada, porque ela fez tudo o que tinha que ter feito aqui. Era minha nora, ótima mãe, ótima filha. A gente só tem que agradecer a Deus pelo tempo que ela permaneceu aqui."



Velório de triatleta ocorre em igreja no centro de Palmas — Foto: Wilton Dias/TV Anhanguera

Investigação

A Marinha do Brasil instaurou um inquérito para investigar o acidente. O comandante da Marinha em Palmas, Capitão Alberto Ramos, disse que ainda é cedo para falar sobre a investigação. "O inquérito que foi instaurado hoje pela Capitania Fluvial do Araguaia Tocantins vai detalhar estas circunstâncias com o propósito de apurar as causas e responsabilidades", disse ele.

O Corpo de Bombeiros lamentou o ocorrido. "A morte da atleta foi contrária à razão precípua de ser da corporação que é a de salvar vidas, por isso, estamos sofrendo muito junto com os familiares e amigos a dor dessa perda difícil e irreparável".

Afirmou ainda que, em 25 anos de história, é a primeira vez que a corporação lida com uma fatalidade dessa natureza. Segundo os bombeiros, começou a ventar muito no decorrer da prova e, após a metade do percurso, alguns atletas começaram a pedir ajuda.

Dois atletas chegaram a ser retirados da água e os militares resgatavam um terceiro quando perceberam que a mulher foi atingida pela parte de trás da embarcação.

A Prefeitura de Palmas também emitiu nota de pesar. "Neste momento de grande perda e dor, a prefeitura em nome da Semed [Secretaria de Educação] presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão rogando a Deus conforto necessário a todos".

Portal G1
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