15 de jan. de 2016

Polícia não descarta que Laura esteja morta

Criança de 9 anos está sumida desde o último sábado, após ir a mercado; mãe prestou depoimento ontem à DHPP
Jussandra mostra trecho de terra por onde a neta passou e desapareceu

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações sobre o desaparecimento de Laura Vitória Oliveira da Rocha, 9 anos, vista pela última vez na manhã de sábado, no Setor Lago Sul, em Palmas. O delegado João Sérgio Vasconcelos Kenupp não descarta a possibilidade de a criança estar morta. De janeiro a outubro de 2015, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 186 pessoas desaparecidas no Estado, sendo que 80 delas continuam sem dar notícias.
Kenupp disse que o caso, antes sob a responsabilidade Delegacia de Proteção à Criança e o Adolescente (DPCA), foi repassado para a DHPP na tarde de quarta-feira, mas que até ontem não era possível afirmar o paradeiro de Laura. Na manhã de ontem, a mãe da menina, Sioni Pereira de Oliveira, 27, prestou depoimento. O celular dela foi apreendido pela polícia. O caso corre sob sigilo.
Trajeto
Ontem pela manhã, a avó materna da menina, Jussandra Pereira de Oliveira, com quem Laura morava, percorreu o trajeto entre o apartamento e o supermercado Supremo, no Setor Lago Sul, local onde a garota foi vista pela última vez antes de desaparecer, e mostrou onde ela acha que a criança sumiu: um trecho de terra de cerca de 300 metros, com poucas casas, algumas construções não terminadas, mato alto e quase nenhuma movimentação de pessoas.
No supermercado, onde a Laura já havia ido minutos antes comprar cheiro verde e estava retornando para comprar uma lata de milho, existem seis câmeras instaladas, sendo uma externa e cinco internas. As imagens do circuito mostram a menina entrando e saindo do comércio por volta das 11 horas. A avó disse que as imagens são da primeira vez em que Laura foi ao mercado. “Quando ela chegou lá em casa eu pedi para comprar milho e percebi que alguma coisa a incomodava, porque ela não queria voltar, mas nem me toquei na hora. Eu acho que alguém já tinha mexido com ela no caminho”, contou.
Suspeito
Para a avó, Laura foi raptada por um homem que estava se relacionando com Sioni. “Não tem quem tire da minha cabeça que foi aquele rapaz da moto. O meu suspeito é aquele homem. Segundo ouvi falar, ela (mãe da Laura) o namorava”, disse.
Sioni mora no mesmo prédio que sua mãe, mas em outro apartamento, com outros dois dos seus quatro filhos. Ela não foi localizada para comentar o caso. O pai de Laura, Genesis Ribeiro, 25 anos, mora na região Norte da Capital, mas desde o sumiço ajuda a ex-sogra nas buscas pela menina. Ele falou que não tem contato com a mãe da criança desde a separação, quando ela ainda estava grávida de seis meses de Laura. “Penso tanta coisa, mas tenho desconfiança da mesma pessoa que a Jussandra, porque ele não aparece para esclarecer”, opinou.
Insegurança
A vizinha do trecho onde supostamente Laura desapareceu, Nilza Mendes Roberto, 53 anos, falou que não escutou nada de diferente no sábado. “Estava no fundo lavando roupa e estava uma chuvinha, não deu para escutar nada.”
Outra moradora do local, Ana Paula Lima da Silva, 36 anos, disse que não estava em casa quando Laura sumiu, mas que acha o setor perigoso e reclama da falta de policiamento no local. Em novembro do ano passado, ela foi abordada enquanto aguardava o transporte coletivo no ponto de ônibus junto com sua filha de apenas três meses. “Uma mulher dirigindo um Gol preto com dois homens dentro parou e ficou me chamando para dar carona, mas na hora saiu um carro e eu falei que era meu esposo, dai saíram cantando pneu”, relembrou.
Números
Desaparecidos
2014 - 387
2015 – 186
Localizados
2014 – 205
2015 – 106

Fonte: Jornal do Tocantins
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