30 de dez de 2015

Vereador manda PM desocupar prédio após tentar 'carteirada' no TO

Presidente de câmara municipal pediu liberação de veículo, em Sampaio.
Após ter pedido negado, político exigiu que PM saísse do prédio da câmara.

Polícia Militar precisou desocupar o prédio da Câmara de Vereadores em Sampaio (Foto: Divulgação)

A companhia da Polícia Militar de Sampaio, cidade do extremo norte do Tocantins, foi despejada depois que o comandante do destacamento se negou a liberar uma motocicleta apreendida para o presidente da Câmara Municipal da cidade. Segundo a polícia, após ter o pedido negado, na última quinta-feira (24), o vereador Adonias Amador Filho (DEM) exigiu que a PM se retirasse no mesmo dia do prédio cedido pela Câmara. A polícia só não ficou na rua porque a Prefeitura de Sampaio cedeu uma outra casa para o destacamento.

G1 procurou a Prefeitura de Sampaio e a Câmara de Vereadores, mas não conseguiu contato até a publicação desta reportagem. Não foram localizados telefones do vereador Adonias Amador.

De acordo com informações da PM, o veículo que o vereador tentou liberar foi apreendido depois de ter se envolvido em um acidente de trânsito e ficou retido porque o proprietário, uma mulher que não teve o nome revelado, já havia falecido.

Segundo a PM, o vereador procurou o comandante da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e disse não entender porque o veículo estava retido, pois estava com a documentação em dia. O vereador teria afirmado ainda que o viúvo poderia retirar o veículo.
Batalhão da PM teve que se mudar para prédio de
prefeitura (Foto: Divulgação)

A motocicleta não foi liberada devido à necessidade de um alvará judicial, pois bens que fazem parte de espólio são submetidos a inventário, disse a PM. Assim, "por questões de legalidade, o alvará exarado pelo juiz isentaria o comando de futuros e eventuais problemas causados pela liberação irregular".

Para resolver a situação, o comandante da companhia disse ao vereador que se o viúvo e os herdeiros comparecessem em um cartório e fizessem uma certidão autorizando qualquer deles a retirar o veículo, aceitaria também tal documento. Porém, conforme a PM, o vereador disse que era muito difícil, pois os filhos moram em lugares distintos.

Depois disto, o vereador pediu que a PM se retirasse do prédio. O comandante da companhia comunicou a ordem de despejo ao Comando de Policiamento do Interior (CPI) e foi autorizado a levar o destacamento para Augustinópolis. A mudança só não foi feita porque o prefeito de Sampaio pediu que os militares aguardassem até o dia seguinte, pois iria providenciar um outro local para a PM.

Fonte: G1 Tocantins


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