30 de dez. de 2015

Salário mínimo sobe para R$ 880,00 em 2016

Valor é R$ 83,00 maior que o atual; Dieese calcula que devem ser injetados R$ 57 bilhões na economia no próximo ano

A presidente Dilma Rousseff assinou ontem decreto fixando o salário mínimo em R$ 880,00, acima do previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016. O valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro e representa um aumento de 11,7% em relação ao salário mínimo atual de R$ 788,00.
O aumento equivale a R$ 83,00 a mais no bolso ao final de cada mês. Isso significa que, no Tocantins, o assalariado poderá acrescentar, por exemplo, dois quilos de carne, um quilo de arroz e um quilo de feijão em sua cesta básica mensal (veja mais no quadro). Os cálculos foram feitos com base na pesquisa realizado pelo Conselho Regional de Economia (Corecon-TO), em Palmas, em novembro deste ano.
Com o valor extra, também será possível abastecer o carro com 24 litros de gasolina a mais, cujo preço médio no Estado é de R$ 3,68, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Inicialmente, o salário mínimo foi projetado em R$ 871,00 no projeto aprovado pelo Congresso Nacional para o Orçamento de 2016, mas o valor final é definido pelo governo. A regra, prevista em lei, é que o reajuste seja equivalente à inflação no ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Em 2014, o PIB teve alta de 0,1%. O INPC acumula nos 12 meses até novembro alta de 10,97% - o valor fechado do ano só será divulgado em janeiro. O aumento concedido está um pouco acima do previsto com os dados disponíveis até o momento.
O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rosseto, explicou que o governo fez uma projeção do INPC de dezembro e chegou ao número de 11,57% para os 12 meses anteriores. Com mais os 0,1% do crescimento do PIB em 2014, o valor do salário mínimo chegou aos R$ 880,00.
Pelas contas do ministério, serão beneficiados 48 milhões de trabalhadores e aposentados, sendo 21 milhões na previdência federal. O ministro defendeu o aumento como forma de dinamizar a economia nacional e prometeu para 2016 aumento do número de empregos, do PIB e da economia.

Fonte: Jornal do Tocantins

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