4 de nov de 2015

Médicos param de trabalhar e situação provoca transtornos

Em todo o estado são 266 profissionais nessa situação

Vários pacientes aguardam por cirurgias ortopédicas no Hospital Geral de Palmas (HGP) e a situação ficou ainda pior no último sábado (31), quando 50 médicos pararam de trabalhar porque o contrato deles terminou. Segundo o Sindicato dos Médicos do Tocantins (Simed), em todo o estado são 266 profissionais nessa situação.

"A gente sabe que todos esses contratos que findaram no final de outubro não foram renovados ainda. Então esse total de profissionais faz uma diferença muito grande no atendimento. Em Palmas são 50 e em Araguaína cerca de 40", afirmou a presidente do Simed, Janice Painkow.

Um dos pacientes que aguardam por cirurgia é o indígena Yariwana Karajá, de 19 anos. Ele é da etnia Karajá, de São Felix do Araguaia (MT), e deslocou o ombro durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI). O evento terminou no último sábado, mas ele continua aguardando cirurgia. "Meu povo já foi embora e eu fiquei aqui sozinho, esperando fazer a cirurgia", disse.

Na mesma situação estão os pacientes Nelzi Ferreira Cavalcante, de 60 anos, que está internado desde o dia 24 de outubro, e Lucivânia Lopes, de 36 anos, que está na unidade desde o dia 21 de outubro.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio de nota, disse que Cavalcante e Lucivânia Lopes serão encaminhados nesta quarta-feira (4) para a realização de procedimentos cirúrgicos em Porto Nacional.

Sobre o indígena, internado desde o dia 30 outubro aguardando cirurgia na clavícula, a secretaria disse "que aguarda autorização do responsável pelo paciente para que este possa ser encaminhado para realização de cirurgia". Além disso, a Sesau garantiu que vai renovar o contrato de todos os médicos nos próximos dias. 

Fonte: G1/TO

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