14 de ago de 2015

Cerca de 150 grevistas invadem sede da Secad; intenção é acampar no prédio


Trabalhadores em educação grevistas invadiram no início da noite desta quinta-feira, 13, a sede da Secretaria da Administração (Secad). Conforme a comunicação da pasta, os manifestantes – que estiveram durante a tarde na Secad - se mantiveram dentro do prédio após o fim do expediente.

De acordo com dados da Polícia Militar, que acompanha a mobilização, cerca de 150 manifestantes estão no local. A intenção dos trabalhadores em educação é acampar na Secretaria de Administração. Alguns inclusive estão em posse de colchões.


A comunicação da secretaria informou que não houve excessos seja por parte dos manifestantes ou dos militares, que se fazem presentes apenas para “manter a ordem”.

Por fim, a pasta informou que ainda espera a definição da mobilização e pede “bom senso” aos manifestantes. O CT buscou contato com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), mas não obeteve sucesso.

Greve
A categoria está em greve desde o dia 5 de junho, com paralisação de 30 dias por causa das férias de julho. Os trabalhadores em educação reivindicam o pagamento das progressões de 2013, 2014 e a implantação das solicitadas em 2015; equiparação salarial do professor normalista (Prono) com o de educação básica (Proeb); reajuste de 13, 01% com base no valor do aluno por ano, eleição de diretores de escola de forma direta; enquadramento do administrativo no Plano de Cargos e Carreiras e Remunerações (PCCR); além da regularização da carga horária de pedagogos, comprometida com a municipalização das séries iniciais.

O governo do Estado afirma que já apresentou à categoria seis propostas e garante que já cedeu ao máximo, dentro do que permite a capacidade financeira do Tocantins. Sem acordo com o classe, a Procuradoria Geral do Estado entrou com ação na Justiça.

Liminar
O desembargador Marco Villas Boas concedeu liminar na ação declaratória de ilegalidade de greve do governo do Estado contra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet) e determinou a suspensão do movimento paredista e o retorno imediato dos servidores aos postos de trabalho. A decisão proferida na segunda-feira, 10, ainda regula multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento, limitada em R$ 200 mil; e a desconto nos subsídios por dia paralisado.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet) informou que foi notificado apenas nesta quinta-feira, 13, e apesar disso, adianta que não irá respeitar a decisão monocrática. A entidade pretende recorrer e só acatará decisão de órgão colegiado.



Fonte: Portal CT
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